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09
Março

8 de março: Mulheres tomam as ruas em ato unificado

Escrito por 
Publicado em Estado

*Por José Roberto Medeiros

 

Trabalhadoras, estudantes, jovens, aposentadas, mulheres de todas as raças, credos, orientações sexuais e idades se uniram, debaixo de forte chuva, na tradicional praça da Candelária para o ato unificado do 8 de Março. A atividade, construída de forma unitária pelos mais variados movimentos feministas. A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB RJ e o PCdoB-RJ participaram ativamente do ato.

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Nem mesmo a forte chuva que caiu na tarde deste 8 de março no Rio de Janeiro afastou as mulheres da luta. Unidas em defesa dos direitos das mulheres e com o slogan “por uma democracia popular e feminsta”, as trabalhadoras fizeram suas falas ainda na praça, antes de seguirem em passeata até a Assembleia Legislativa (ALERJ) antes de encerrarem o ato na Praça XV. Além das representantes dos movimentos sociais, parlamentares como as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT) e a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) passaram pela atividade e fizeram uma saudação às trabalhadoras.

 

 

A Secretária da Mulher Trabalhadora, Kátia Branco, considerou o ato como sendo vitorioso e aproveitou para fazer uma dura crítica ao McDonald’s, que virou notícia em todas as redes sociais por uma suposta homenagem às mulheres com filiais funcionando apenas com mulheres:

 

“O ato de hoje foi muito vitorioso! Nem mesmo a chuva nos impediu de tomar as ruas e denunciar o machismo e toda a opressão de gênero do capitalismo. Hoje, em pleno Dia Internacional da Mulher, o país ficou chocado com a notícia de que o McDonald’s havia colocado apenas mulheres para trabalhar em algumas unidades. Isso não é homenagem, é um ultraje! É a exploração da mulher para o lucro dos donos da empresa em pleno 8 de março! É por isso que nós lutamos por emancipação e por um feminismo classista, aliado à luta de classes, que enfrente toda essa estrutura que oprime as mulheres no dia a dia, que nos impõe piores salários em mesma função e que tenta nos tirar direitos fundamentais conquistados com muita luta.” – afirmou Kátia Branco.

 

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Katia também falou sobre o momento da luta das mulheres e a perspectiva de unidade do movimento:

 

‘- É muito importante que esse ato tenha sido construído por tantas entidades diferentes. Há alguns anos, o movimento de luta das mulheres vem crescendo e nossa unidade se fortalecendo. Foi assim que enfrentamos a agenda golpista de Eduardo Cunha, foi assim que enfrentamos a agenda neoliberal do usurpador Michel Temer, é com essa unidade que impedimos o avanço da Reforma da Previdência e será com essa unidade que iremos reconstruir a democracia no Brasil e derrotar os setores conservadores que deram um golpe na nossa democracia.’ – disse Kátia

 

O ato transcorreu sem maiores incidentes com palavras de ordem que pediam a legalização do aborto, a igualdade de salários, o fim de todos os assédios, o fim da violência contra a mulher e a derrubada do presidente golpista Michel Temer.

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Última modificação em Sexta, 09 Março 2018 17:42
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